Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

quarta-feira, 15 de outubro de 2014





Engraçado como parece fácil cuidar do que é nosso... basta deixar ali no canto, ou em alguma gaveta. Afinal, se por acaso o tempo o fizer depósito de poeira, nada que um paninho úmido ou uma boa lavagem não resolva. Mas experimente fazer o mesmo com o que pertence a outrem.. Não rola. Parece que fica aquele peso na consciência, aquela sensação de desmazelo. Eu não gostaria que (des)cuidassem assim do que é meu, porque vou fazê-lo com o que é de outro? A razão disso me parece meio óbvia, você só não quer estragar aquilo que pode ser tão querido pelo dono, que o confiou a você.

Devo concluir então, por suposição lógica, que devamos fazer o mesmo com o coração, certo? Certo, claro! Quando amamos, confiamos algo vital, o coração, ao ser amado. E só nos resta crer que ele vai cuidar... mas então acontece:

Eu entrego meu coração a alguém, o amo loucamente, faço de tudo para que aquele romance siga os exemplos da tia carochinha, e então o que acontece? Tudo termina numa esquina escura, no meio da noite, com um mendigo batendo à janela do carro pedindo esmolas... nada romântico. Nenhum término é romântico. Algum de vocês já leu algo a respeito da Cinderela ter terminado com o Principe encantado e ter ido pra balada dançar com as amigas? Isso não é romântico... e pra ser sincera, me soa como uma prova concreta de 'dor de cotovelo'.

Porque isso acontece? o amor seria tão mais lindo se fosse apenas rosas e declarações, jujubas e marshmallows (=D). Mas tudo tem uma razão lógica, isso acontece para que, ao reatar, a cinderela veja que encontrou seu príncipe, e vice-versa... afinal, se não fossem as pedras, a cachoreira seria um rio e perderia boa parte de sua magnitude.



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