Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

domingo, 28 de março de 2010

Infinito particular





Vou sair com minhas amigas. Shoppingzinho, cineminha, choppinho, sushizinho, talvez uma baladinha, quem sabe um churrasquinho, um barzinho, ou qualquer programinha meia boca. Assim mesmo, no diminutivo. Porque não to com paciência pra nenhum programão que tome muito a minha atenção. Talvez eu vá pra qualquer lugar e ainda abandone minhas amigas, vou sozinha! Porque é assim que eu passo a maior parte do tempo mesmo. Não to desfazendo dos meus amigos, eu os amo. Mas aquela rotatividade afetiva que me incomoda tanto faz com que eu sempre esteja sozinha. Quem tá do meu lado hoje talvez não esteja amanhã, e provavelmente não tava ontem. as poucas pessoas que permanecem tomam a pílula azul e simplesmente mudam. de telefone, de endereço, de amigos, de personalidade... até que a transformação se completa e as pessoas se esquecem. E eu fico sozinha. Mas isso não é ruim, vai... afinal vou me fazer companhia a vida toda, e quanto mais sozinha fico, mais me conhecerei. Além do mais, se ficar sozinha for ruim, preciso rever meus conceitos. Se eu não gosto da minha companhia como querer que os outros gostem?

Então é isso, corridinha na praia, água de coco, 2 horas de meditação vendo o mar e pensando. Vou fazer isso tudo hoje, deitada na minha cama, em minha companhia, e a entrada de qualquer outra pessoa nesse momento é irrevogávelmente proibida. O momento é meu!
Ligo a TV e alguém chora num filme então algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto. Mudo de canal, quero algo mais alegre, algumas risadas num desenho animado, uns arrepios num filme de terror, um brilho no olhar ao ver um romance. Passo por tantos lugares em pouco tempo. Vivo tantos momentos, tantas emoções, lembro tantas coisas, pessoas, momentos, saudades... sozinha!

A minha companhia é excelente, eu recomendo! Aliás, não indico a qualquer pessoa. Se você pertence ao nada seleto grupo das pessoas com amnésia afetiva me desculpe, mas eu não indico. Ser esquecida não é privilégio pra ninguém. Prefiro ficar sozinha!