Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mentiras sinceras




Como já disse Cazuza, 'mentiras sinceras me interessam'. Aprendi que não quero saber verdades, quero mentiras. Qual a parte oclusa de você? Qual seu segredo, sua falha, seu penhasco? A verdade só amacia, encanta, seduz, mesmo que esburacada não deixa de ser verdade, mas a mentira... pode ser algodão doce cor de rosa, ainda é mentira.. pode ser unicórnio prateado, balão sobre o mar, noite estrelada, morango com chantilly, se for mentira sempre terá uma nuvem cinza pairando sobre ela e tornando-a opaca e cinza.
Por isso eu peço, não me mostre verdades.. essas são fáceis de serem descobertas. Mostre-me mentiras! Você não é um principe encantado? Qual mentira lhe arranca dessa categoria dos bonzinhos? Qual o vão entre você e a Cinderela?


É isso, quero cores, sabores, e cheiros.. mas só se forem verdade... mesmo que putrefatos, mesmo que acinzentados. Quero a verdade crua! Nada de mentiras, nada de máscaras. Quero espinhas, sem maquiagem. Quero pele oleosa de manhã, até o mal hálito matutino tá sendo válido, só não quero falsidade, porque sua falha pode não mudar nunca, mas eu posso tentar aceitá-la se souber qual é. Só não quero conviver com uma mentira e me decepcionar no futuro. Também tenho minhas falhas... vamos trocar figurinhas?

Rotatividade afetiva




Acho tão estranho os relacionamentos que chegam ao fim... qualquer tipo de relacionamento... sei lá, ando pensando muito nisso... a gente se adapta com as gentes que nos cercam, e de repente essas gentes entram em rodízio, e todo dia se revezam.. acontece que não temos que nos adaptar só com outra pessoa, isso seria fácil, temos que nos adaptar com outras manias, outras individualidades, e o mais difícil, esquecer as anteriores, ou ao menos aprender a viver sem elas. Como se fosse reciclável o sentimento. Hoje os amigos com quem convivo não serão os mesmos que conviverei daqui a 1 ano, talvez um ou outro permaneçam, mas a rotatividade dos círculos de convivência é altamente dinâmica. Sei lá, acho que sou meio comodista quando se trata de esquecer as pessoas... porque pensando assim parece tão frívolo, tão simplicista qualquer relacionamento. E no caso de términos de namoros, também terminamos com os pais, os amigos, os irmãos do ex-affair. Além da obrigação (idiota, diga-se de passagem) de podar todo e qualquer tipo de contato, sob pena de ser julgado em rodinhas de conversas... Ahhhh seria tão mais fácil se as pessoas se mantivessem em seus respectivos lugares, claro que a rotina afasta as pessoas, mas o carinho permanece... será que sou tão diferente assim só porque continuo tendo afeto pelas pessoas mesmo distante?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

My girl




Well, I guess you'd say
What can make me feel this way?


Por onde andei?




Eu ando sempre pelos mesmos caminhos, pelos mesmos barzinhos e as mesmas rodinhas de pessoas que falam os mesmos assuntos e têm as mesmas saudades, faltas, anseios. E sinto uma puta falta de alguma coisa, que eu não faço a menor idéia do que seja. Pego meu celular, abro, olho o visor e finjo que fui olhar as horas. Nenhuma chamada, nenhuma sms, nada! Putz, o que é isso? Não, não é saudade.. ou é. Mas saudade de algo que eu ainda não conheço, talvez nem saiba que existe. Ou alguém... Talvez eu já esteja com vontade de encontrar alguém que esteja me procurando. Ou talvez nem esteja me procurando, mas esteja largado por ai, e eu largada por aqui... talvez seja legal ficarmos largados juntos. Ou nos segurarmos com força pra não ficarmos largados. Não sei!
Como diz a musica ‘por onde andei, enquanto vc me procurava?’. Só hoje me dei conta de que andei procurando algo muito longe... e que definitivamente não era pra mim. Nunca foi.. e eu na ilusão idiota de que esse era o destino.. tsc tsc.. que idiota! O destino me reserva algo bom, não algo que me faça sofrer... quero reciprocidade. É isso!
Então aperto mais forte meu celular, affff vontade de jogar no lixo esse aparelhinho. Pra que ele serve agora se não posso ligar (porque nem sei o numero) pra quem eu quero? Eu nem sei quem é, mas quero ouvir a voz dele, quero dar boa noite e contar que meu professor de filosofia é engraçado, e tem dois pêlos na sobrancelha que ficam em pé, e que ele ficou 2 horas falando sobre a sociedade e eu quase dormi. Não entendo pra que filosofia da saúde. Vou ligar pro 102, será que se eu disser que quero o tel de alguém que esteja afim de ouvir sobre meu professor de filosofia a guria vai me achar muito carente?
Desisto, vou voltar pra mesma mesa do mesmo buteco com as mesmas pessoas e os mesmo assuntos e guardar o celular na bolsa. Uma hora a gente se encontra.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tati Bernardi




Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:
pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou
aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro
desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar
e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum
momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro
que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,
implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe

Caio F Abreu




"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."

Bem me quer... mal me quer...





Parece um vulcão, um furacão, um tsunami... ao menos é tão devastador quanto. Aparece do nada e me afoga, me engole, me tira do eixo... muda meu pensamento e meus objetivos. Hoje quero me dedicar aos estudos, amanhã quero fugir pra uma ilha havaiana inabitada e viver de peixe e fogueira na praia. Só nós dois! Depois de amanhã não sei...

Será que dá ao menos pra se decidir? Ou me joga de vez dentro desse vulcão, e me deixa pegar fogo... ou me deixa em terra firme, segura. Eu vou me deixar levar, mesmo porque não sou forte o suficiente pra fugir disso, mas deixo você decidir... qual é sua? Pra onde seus passos vão guiá-lo?

Eu tenho duas certezas... pode ser nessa vida ou em outra, primeira: eu vou ser médica, não sei quando, mas vou.. eu vou salvar ao menos uma vida. Segunda: eu vou ser sua, o destino é esse.

Agora basta você escolher quanto tempo quer fugir disso... pode voar o tempo que quiser, sua rosa dos ventos tá com o norte voltado pra mim... sempre!!! Todas as vezes que você se perder, vai acabar se encontrando em mim, estamos ligados de uma forma forte e inexplicável... eu juro que já tentei fugir, de todas as formas possíveis. Desde me entregar a outro até te expulsar da minha vida... mas não tem jeito, eu não sei viver nos braços de alguém com o pensamento em você e sempre que te expulso você volta com essa carinha de cachorro abandonado e me faz te dar um cantinho pra descansar. E eu sempre prometo que da próxima vez você não entra, não vou ceder novamente, você não vai voltar pra minha vida.. e você vai aparecer de novo e eu vou ceder mais uma vez... não é carência, sabe? É que é você... e pode ser a ultima vez, sempre pode ser a ultima vez, então eu cedo, mas dai nunca é a ultima vez, e cada vez que você se vai deixa um vão, e às vezes volta pra preencher esse vão, e quando se vai de novo o vão é maior.. e isso vai crescendo e virando uma bola de neve.

E eu continuo aqui, esperando você me ligar, esperando você sumir de novo, esperando eu te esquecer, esperando eu te superar, esperando você aparecer, esperando.. e no meio dessas esperas me perco e me encontro e me perco de novo..e eu queria tanto te ligar pra te contar que to perdida, mentira, queria ouvir sua voz, mas a desculpa que usaria seria essa... e ia te pedir um mapa pra parecer mais convincente minha desculpa esfarrapada. E sei lá, eu continuo esperando...