
E então eram as cores... cada uma delas...
Uma hora era o cinza, e as lágrimas escorriam, desenfreadas. Outra hora o azul aparecia sem aviso prévio e era visível a paz que emergia do fundo daquele cinza de outrora. Depois vinha o verde, esperançoso e timido tomar conta de tudo e dizer que ainda tinha um jeitinho. Então surgia radiante e sorridente o amarelho vibrante. Qualquer um percebia que aquelas cores estavam ali por algum motivo, só restava descobrir qual. E o vermelho tomava de paixão tudo que o cercava, numa intensidade absurda. Não sei dizer quantas vezes essa mutação de cores se repetiu, mas foram muitas. Em um livro, vi recentemente que a morte reconhece as pessoas pelas cores:
______
As pessoas só observam
as cores do dia no
começo e no fim, mas,
para mim, está muito claro
que o dia se funde
através de uma multidão
de matizes e entonações,
a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir
em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos,
azuis borrifados de nuvens.
Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade,
faço questão de notá-los
Uma hora era o cinza, e as lágrimas escorriam, desenfreadas. Outra hora o azul aparecia sem aviso prévio e era visível a paz que emergia do fundo daquele cinza de outrora. Depois vinha o verde, esperançoso e timido tomar conta de tudo e dizer que ainda tinha um jeitinho. Então surgia radiante e sorridente o amarelho vibrante. Qualquer um percebia que aquelas cores estavam ali por algum motivo, só restava descobrir qual. E o vermelho tomava de paixão tudo que o cercava, numa intensidade absurda. Não sei dizer quantas vezes essa mutação de cores se repetiu, mas foram muitas. Em um livro, vi recentemente que a morte reconhece as pessoas pelas cores:
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As pessoas só observam
as cores do dia no
começo e no fim, mas,
para mim, está muito claro
que o dia se funde
através de uma multidão
de matizes e entonações,
a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir
em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos,
azuis borrifados de nuvens.
Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade,
faço questão de notá-los
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Foi quando resolvi notá-las e descobri que sim, é verdade... as cores nos perseguem. Quem nunca viu um sorriso amarelo, um olhar acinzentado, uma vozinha esverdeada, algum tipo de vermelho raivoso dentro dos olhos de outro, um branco enevoado em um sorriso estonteante, ou aquele vermelho batente, pulsante, latente emergir de dentro de um peito feliz?
Meu arco-iris agora se tornou completo, quero todas as cores, porque quero todas as experiências, desde os brancos, aos negros.. quero desde a felicidade plena ao luto. Tudo!! Independente da dor, das lágrimas, preciso delas pra viver, e quero viver muito...

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