Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Encontros e desencontros


Bem mais que o tempo que nós perdemos
ficou pra trás também o que nos juntou....



As pessoas se encontram, se desencontram, se perdem, se acham e se cativam porque? Afinidade, ou não. Por isso. A afinidade gera as coincidências. As pessoas se encontram por acaso. Por acaso não! Porque possuem afinidade. E se desencontram pela falta dela. Ele quer ir ao futebol, ela ao cinema. Ela quer ver novela, ele futebol. Ele gosta de pizza, ela de comida japonesa. Não há encontro, mas há atrito. Atrito gera desencontro, que gera brigas e afastam as pessoas. Pura lógica.
Então, o fim de um relacionamento não pode ser considerado tempo perdido, mas amadurecimento. As pessoas mudam à medida que amadurecem. Apuram suas aptidões e preferências e assim, aquilo que uniu um casal, pode ficar para trás assim como os antigos vícios. Claro que nem sempre a mudança é boa, pessoas desenvolvem virtudes com o tempo, mas também desenvolvem manias chatas, cacuetes e compulsões que, às vezes, conseguem por fim a um relacionamento desgastado.
Não dá pra fazer muita coisa, o jeito é colocar um sorriso na cara e aprender com os tombos e capotes, e sincera? Se não deu não era esse... o que é seu ninguém tira!

terça-feira, 5 de julho de 2011




"Não aconteceu nada.
Essa sou eu!
Errante, estranha."


(Manoela Meinke)

Yellow Submarine




Eu sempre soube que sinceridade em excesso era defeito. Isso pra mim não é novidade. Também sempre soube que quem fala a verdade carrega a culpa, até a culpa dos covardes que se escondem atrás de suas mentiras. Mas porra, isso deveria ter um lado bom. Minha palavra deveria ter um valor, não? Afinal, todos os dias eu pago o preço por falar verdades. E minha palavra? Vale a mesma merda que a de qualquer mentiroso. Foda-se! Já não vejo mais vantagem em dizer a verdade, já não vejo mais graça em dar minha cara a tapa e colocar meus músculos à prova, içando verdades naufragadas que talvez nunca viessem à tona. Cansei. Dessa vez, quero ver todos se afogando atrás daquilo que se encontra submerso em merda e mais merda. Enquanto eu viajo protegida num submarino amarelo, dentro daquela merda toda, mas intocável.

sábado, 9 de abril de 2011

Meu herói



Sempre me disseram que a gente só dá valor a algo (ou alguém) depois de perder; se for assim me perdoe, mas não quero e não vou lhe valorizar nunca. Não que você não mareça ou que eu não reconheça esse merecimento, mas eu não quero perder você.
Calma, posso esplicar, creio que a última vez que alguem se preocupou comigo e cuidou de mim como você faz, eu tinha 12 anos, talvez menos. Você me faz bem! Me protege do mal, mesmo que meu dia-a-dia não seja tão perigoso, mesmo que o máximo de perigo a que eu me exponho seja um escorregão, uma dor, uma noite mal dormida, uma ofensa de alguém mal humorado. Mas você se preocupa, se importa. Sim, eu tenho medo de demonstrar... vai que a regra se cumpre e você se vai? Quem cuidará da minha 'gotham city' pessoal?

Eu preciso de você, do seu bom dia (boa tarde, boa noite), dos seus recados carinhosos, sms's no meu celular, enfim... preciso de tudo o que nos aproxima e me faz sentir que tenho você e isso nunca vai acabar.

With arms wide open



A primeira coisa em você que me chamou mais atenção foi sua capacidade de sempre me surpreender em tudo, não sei como você faz isso, mas você me surpreende cada dia mais. Seja com uma palavra, um gesto ou uma demonstração de carinho, você me surpreende em tudo o que faz. Eu não quero te perder nunca, pra ninguém! Pois você é meu refúgio, é o meu colo, é o meu amigo. E eu nunca aceitaria perder você. Eu nunca me sentiria a mesma sem você por perto. Com você eu desfaço o vazio que eu sinto dentro de mim, você é completo, é perfeito, é adaptado a mim. Difícil seria não ter você aqui comigo. Nos teus braços é o meu melhor lugar. É proteção, é confiança, é carinho, é amor! Ainda que eu quisesse é impossível não pensar em você, no seu jeitinho, no modo de falar, até nos seus defeitos que por sinal eu nem os percebo. Em cada parte de mim há um pouco de você… Existe além de um eu te amo? Acho que existe sim, isso é muito pouco para a gente. O amor que sinto por ti vai muito além de um simples eu te amo. Por mais que as vezes eu não demonstre isso, ou não saiba demonstrar… Mas eu te amo meu amor, eu te amo muito muito muito mesmo. E nunca duvide disso!
O meu maior medo é de te perder, pois quando estou com você a minha felicidade é infinita, meu amor é uma sequência com números totalmente infinitos. Você me faz a pessoa mais feliz do mundo, e eu falo isso com toda certeza do mundo! Ás vezes, penso que eu consegui achar sim, uma pessoa que realmente valesse a pena, uma pessoa que faz de tudo por mim, uma pessoa que me ame de verdade, e que me deseja como eu o desejo. E isso me conforta muito muito. Você mais do que ninguém me fez acreditar que o amor realmente existe, eu que não acreditava que uma pessoa iria me fazer mudar completamente, mas você me mostrou tudo isso. E ver você, conversar contigo, te ter por perto, me ajuda a ter melhores resultados. Acordar e saber que eu tenho você comigo me ajuda a seguir em frente. Por você eu enfrento qualquer coisa; por você sou capaz de mover montanhas, é. Você me faz querer viver. Se hoje ainda estou nesse mundo, é por você, não dúvide disso.
Você apareceu, e me fez acreditar que não é preciso sofrer quando o desejo é amar. Você é o meu amor, o meu garoto, e eu não te divido absolutamente com ninguém! Você é o cara certo para mim e eu sinto isso. Realmente você é tudo que faltava em minha vida, é a minha razão de viver. Meu hoje, o meu amanhã e sempre, meu eterno. Quem não conhece a felicidade está por fora do nosso mundo. O nosso mundo é totalmente diferente de qualquer um, você é meu mundo, eu vivo no mundo dos contos de fadas, eu vivo para você. Cada dia eu aprendo mais com você, amor. Você tem me ensinado muita coisa desde que nos conhecemos, obrigada por tudo. Não sei mais o que escrever. Enfim, já te disse que não me imagino longe de você, então… Que o nosso amor se eternize. Eu te amo mais que o muito, mais que o demais, mais que tudo. Você é tudo pra mim, sempre. (L)

sábado, 15 de janeiro de 2011

O ultimo - Tati Bernardi




Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Eu amo tanto o seu banheiro com as combinações em verde e a chuva fina do chuveiro, que chorei essa manhã enquanto você tomava taffman-e e ouvia música eletrônica. Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre? Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na Praça pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais. Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo. E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe. E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia. Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo. E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira. Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul. Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada. Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado. Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa. Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão. Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

Não gosto!



Eu não gosto de muitas coisas, muitas mesmo. Não gosto de acordar em dias de chuva, não gosto de acordar com gente gritando, não gosto de acordar quase nunca, e nem de gente gritando nunca. Não gosto de cozinhar, alias não tenho nem uma vênula pra isso. Não gosto de gente impaciente. Não gosto de visitas inesperadas. Não gosto muito de visistas quase nunca. Não gosto de falar ao telefone, aliás normalmente tenho uma preguiça carnal de falar. Não gosto de muitos barulhos diferentes ao mesmo tempo, mesmo que alguns deles sejam agradáveis. Não gosto de homens com pêlos na nuca. Não gosto de cheiro de cigarro e nem de cheiro de cebola fritando com coloral. Não gosto de algumas roupas, mesmo que estejam na moda. Não gosto de funk! Não gosto de gente que tenta me convencer que tenho que pensar de um jeito ou de outro (eu tenho meu cérebro funcionando perfeitamente, thanks). Não gosto de trabalhar, não gosto de muitas coisas que eu como. Não gosto de trident de menta. Não gosto de ser paquerdada e odeio ser chamada de gostosa por qualquer um. Não gosto de festa de familia e nem de tias fofoqueiras. Na verdade não gosto de gente fofoqueira. Não gosto de muitos dos papos que as pessoas querem comigo. Não gosto de bioestatistica. Não gosto de gente que se acha melhor, maior, mais importante, mais especial ou mais poderosa que os outros. Não gosto de gente que briga por comida tendo a geladeira cheia. Não gosto das minhas roupas. Não gosto de gente que berra ao telefone. Odeio lavar louça. Não gosto de toalhas, e nem de meias molhadas. Não gosto de tecidos crus. Não gosto do tom nude. Não gosto de sair domingo à noite. Eu já disse que não gosto de quem quer me dizer o que pensar? Não gosto de mãe que responde as coisas pelos filhos. Não gosto de gente sem educação. Não gosto de fibras no meio da carne. Não gosto de chocolate meio amargo. Não gosto de desculpas falsas. Não gosto de gente falsa. Não gosto de quem fala comigo mesmo não gostando de mim. Não gosto de queijo. Não gosto de leite. Não gosto de garrafinha de água se ela tiver sido usada mais de 3 dias seguidos, e se ficar muito sem usar fico com nojinho. Não gosto de filmes de guerra e nem de monstros gigantes. Não gosto de muitas coisas, e não gosto de alguns trejeitos meus. Mas gosto de você, e pra mim basta!