Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vida doce, vida breve




Uma vez me disseram que a gente só vive certas experiências intensas e profundas uma vez na vida, depois todas as experiências são comprometidas pelo passado presente ou pelo medo da dor. Se não deu certo uma vez, provavelmente não dará da próxima, diz o pensamento pessimista que nunca mais permitirá uma entrega total como a primeira.

É como uma vacina, criamos anti-corpos tanto à dor quanto às experiências mais maravilhosas que no futuro deixarão lembranças amargas. Como fazer para se permitir viver como se fosse a primeira vez e não pensar que a dor de outrora se repetirá? Não tem remédio. Aliás, tem sim, muita vontade de ser feliz e de se entregar a todas as experiências, afinal estamos ai para isso, né? Para viver e ser vivido. Então faz assim, eu te vivo, você me vive e a gente vê no que dá.

O que não dá é pra deixar a vida se viver sozinha, sem protagonista nem coadjuvante, sem vilão nem mocinho, porque daí não tem final feliz.