Se alguém me lê, é por conta própria e auto-risco..

terça-feira, 6 de abril de 2010

Que papo é esse?




Que papo é esse? O tempo não cura tudo, não cura nada, só cura ralado no joelho ou nem isso... merthiolate que cura! Tempo não cura insonia, nem gastrite, nem unha encravada, nem queda de cabelo, nem furunculo, nem depressão, nem saudade, nadinha. Tempo só faz esquecer que tá doendo, faz achar outra dor mais doída, faz entender que podia ser pior... enfim, tempo consola mas não cura nada.

Que papo é esse? Não chorar porque as lágrimas cegam? E segurar essa bola de água salgada querendo rolar pelo meu rosto pode me dar câncer, gastrite, infarto, unhas roídas e fadiga. Sim, fadiga. Por ter que manter as aparências, fazer teatrinho de gente.

Que papo é esse? Tenho que fingir estar bem porque é feio estar mal? É ruim esse papinho depressivo? Prefiro manter distância disso! Só gostar de sorrisos é coisa de coleguinha, gente falsa e fabricante de creme dental.

Que papo é esse? Opinião não se discute? Claro que discute, ou pra que existiria? O problema não é discutir, mas respeitar.

Que papo é esse? A esperança é a ultima que morre? Então acho que já morri, pode me mumificar e deixar pras próximas gerações. A esperança vai ficar esperando 2012.

Que papo é esse? No fim tudo dá certo. Aham, Cláudia. É por isso que a esperança é a ultima que morre, esperamos até o último segundo pelo final feliz quando muitas vezes cruzamos por inumeros finais felizes pelo caminho. E curtimos pouco tempo de felicidade, enquanto podiamos ter sido felizes a vida toda. O problema é estarmos obcecados pelo final feliz da cinderela.

Que papo é esse? Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és. E a personalidade foi à feira, né? A individualidade, o 'eu poético' de cada um tá tomando sol na laje?

Que papo é esse? Ser feliz é deixar de ser vitima e se tornar autor da própria história. Autores todos nós somos, não acho que o problema esteja no personagem. Já que sempre seremos protagonistas, basta escolher a história certa. As opções são diversas, desde Maria do Bairro à Joana D'Arc.